LABONEWS | Prebióticos – O que são e como agem?

Prebióticos – O que são e como agem?

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Numerosas definições de prebióticos foram dadas nas últimas décadas. De acordo com a definição de Woods e Gorbach (2001), os efeitos prebióticos são caracterizados pelo aumento de “bactérias benéficas” e/ou diminuição de “bactérias nocivas”, além da diminuição do pH intestinal, produção de ácidos graxos de cadeia curta e alterações nas concentrações de enzimas bacterianas.

Essa explicação está de acordo com uma proposta de definição revisada de um prebiótico como “um componente alimentar não viável que confere um benefício à saúde do hospedeiro associado à modulação da microbiota” (FAO, 2007), especificando que um prebiótico pode ser uma fibra — ainda que uma fibra não precise ser um prebiótico. Uma publicação mais recente (Bindels et al., 2015) também considera a composição e a atividade da microbiota intestinal.

Atualmente, os consumidores buscam cada vez mais produtos que sejam nutricionalmente completos, mas que apresentem textura e sabor agradáveis. E a inserção da fibra é uma forma de incrementar o aporte nutricional dos alimentos sem provocar alterações significativas em suas características originais.

Nesse aspecto, Nutriose® é uma fibra solúvel (dextrina resistente) obtida do trigo ou do milho não geneticamente modificado. Versátil e de fácil incorporação em alimentos e bebidas, pode ser dissolvida e apresenta um sabor neutro. Além disso, tem alta tolerância digestiva — não foram relatados desconfortos em doses de até 45g/dia (adulto), sendo possível o seu consumo em curto e longo prazo.

O equilíbrio entre os índices glicêmicos e insulinêmicos é essencial ao organismo humano, e Nutriose® pode auxiliar neste equilíbrio ao apresentar baixo índice glicêmico e baixa resposta insulinêmica, sendo pouco digerida no intestino delgado (cerca de 15% da dose avaliada em estudos in vitro) e amplamente fermentada no cólon.

Estudos têm demonstrado o efetivo suporte dos prebióticos no crescimento das bactérias benéficas ao intestino, podendo contribuir com benefícios por meio da modulação da flora intestinal e de modificações no conteúdo metabólico fecal. Estudos recentes sugerem, ainda, que a intervenção com prebióticos específicos poderiam ter efeitos positivos para o organismo.


Por labonathus | São Paulo 28 de fevereiro de 2019 |